15 de agosto de 2017

#BEDA15 | ESCREVER


Escrevo para me entender, para saber verdadeiramente o que sinto, para tentar enxergar a vida por outro ângulo, para me esvaziar dos excessos do dia a dia. Escrever me transformou em um ser mais sensível ao mundo, ao que acontece ao meu redor. Mudou até meu olhar fotográfico, o texto se transforma em imagem na sua mente, a imagem se torna texto. Descobri também que posso escrever sobre tudo, sobre t u d o mesmo, uma flor que encontrei na ida para faculdade, o dia que não deu certo, sobre a pedra que se meteu no meu caminho e me fez tropeçar (ou fui eu que não vi a pedra? Fica aí o questionamento), sobre a chuva que encharcou as roupas que estavam praticamente secas, sobre o meu gato que me acorda gritando às 5hr da manhã só porque está com fome... eu te falei, dá pra escrever sobre tudo que se possa imaginar. Isso faz a vida ter mais sentido, te faz enxergar o bom na simplicidade, escrever faz as ideias se multiplicarem por mais que nem todo dia haja inspiração. Dias de guerra, dias de glória, não é mesmo? Escrevo coisas que fazem sentido, escrevo outras um tanto aleatórias, escrevo coisas bonitas, outras nem tanto, escrevo textos maravilhosos e outros que são uma merda, escrevo por hobby e escrevo por 'profissão'. Escrever é amar cada palavra e sua unicidade, é conhecer e desconhecer outras mil, é ser real, ser ficção, ser tudo em um só. É aceitar que nem todo dia da para escrever como se queria... a exemplo de hoje. 

Luz para todos nós e até amanhã <3 
#BlogEveryDayinAugust2017

14 de agosto de 2017

#BEDA14 | AOS QUE NÃO ME ENXERGAM

À todos os que pregam amor e disseminam ódio, aos que tentam nos calar, fazer descer goela abaixo sua religião. Aos que não me enxergam, a minha família, aos meus pais, a todos que fazem questão de me impor suas verdades. 
Quase todos os dias vemos cenas em que o preconceito fala mais alto que o amor pelo próximo, atitudes grotescas que se tornaram rotina na vida de muitos, a violência psicológica que se transforma em agressão e a agressão que se transforma em morte. É o Brasil, é a sua cara, é o preconceito me dizendo - daqui você não passa. 

Assim como muitos, eu preciso me blindar dos olhares, dos comentários desnecessários, dos dedos apontados, porque eles se sentem mais puros que eu, no direito de me dizer o que seria certo ou errado, como se não errassem. Os dias vão passando e o tempo fica nublado, e por muitas noites chove no meu quarto, os meus travesseiros inundam de uma dor que eu não preciso carregar. 

Não peço que você me entenda, que segure a minha mão e diga que o que faço ou deixo de fazer é correto, te peço apenas respeito. É injusto que limitem a minha vida por pura ignorância, que me impeçam de estar com quem eu amo. Por favor, não coloque Deus no meio da conversa, porque eu o conheço, sei do amor que tem por mim, sei que me protege como ninguém e é o único que me ouve quando todos viram a cara, então guarde os seus julgamentos para você e siga a sua vida sem interferir na minha. Te garanto que a minha sexualidade não é a coisa mais interessante sobre mim, então antes de me julgar eu te convido a me conhecer, a descobrir quais os meus hobbies e sonhos para o futuro, se vou querer casar na praia, no campo ou quem sabe na igreja, a saber quantos filhos eu pretendo ter, se quero morar em outro país, fazer trabalho voluntário ou que profissão gostaria de seguir.

Dizem  que sou rebelde por querer o meu cabelo curto, que quero ser um menino e que eu era mais mulher quando tinha o cabelo comprido, mas no meio das minhas pernas continuo tendo uma vagina, cientificamente ainda sou uma menina, e quando me olho no espelho ainda me enxergo feminina, só que de cabelo curto, com o sorriso mais aberto, que se reconhece independente do batom ou a roupa que usa.

Quebre o muro de esteriótipos que você criou, sexualidade não define caráter, sair do armário "é um pedido por um pouco mais de vida plena, de vida feliz, de vida sem julgamentos, sem violência. Nada do que você fez na educação que você deu aos seus filhos, determinou a sexualidade dele agora e nada que você faça daqui por diante, vai mudar a sexualidade dele no momento futuro, você não é responsável pela sexualidade do seu filho e você não é culpado pela sexualidade do seu filho, principalmente porque ninguém tem culpa de uma coisa que não está errada."

"Mostre ao seu filho que ele é muito mais importante do que seus amigos conservadores. Mostre que você está disposto a abrir mão destes seus “amigos” que ficam escandalizados com a homossexualidade, em respeito a ele. Mostre que este tipo de gente não te interessa mais, porque quem julga que seu filho não é bom o bastante por amar pessoas do mesmo sexo, merece todo o seu desprezo."

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Editado por: VICTÓRIA DANTAS.
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